Amor a primeira vista: Será que existe?

10/19/2016



Quando adolescente o meu maior erro foi acreditar em “amor a primeira vista”. Não estou dizendo que isso não possa acontecer, nada disso! Mas esta teoria geralmente funciona mais em filmes de romance do que na vida real. Houve um garoto em que achei estar amando. Só achei! Mas na realidade tudo não passava do fruto da minha imaginação. Algo que idealizei, algo que eu queria que fosse real, e então ele se tornou real, mas somente para mim. 
Bastou um olhar para ele na entrada do colégio e pronto... Já estava apaixonada. Nem seu nome sabia, nem idade, nem seus amigos conhecia, mas tudo estava perfeito. Era ele!
Na primeira conversa que tivemos, notei que não tínhamos nada em comum. Gostávamos de coisas diferente, ele era bem mais velho que eu e “She’s like the wind” não passava de uma música velha e sem graça para ele. Mas nada daquilo me importava. Era ele!
Os dias passaram rápido e a falta de sintonia e diferenças estavam crescendo a cada dia. – Ele vai mudar, eu sei que ele vai mudar. – eu dizia sempre que algo me chateava. Mas cá entre nós, ele não era o cara, e nada daquilo iria mudar. Ele estava sendo simplesmente ele, e, eu, sendo quem ele quisesse que eu fosse. Menos quem eu queria ser.
Eu queria fazer faculdade depois que terminássemos o colégio. Ele dizia que era bobagem. O jeito era conhecer o mundo sem gastar nenhum tostão. “Eu e você viajaremos o mundo inteiro de carona pela estrada”. Ele sempre dizia sorridente, tão certo de si.  Meu sonho era fazer uma pintura que todos a admirasse. Ele dizia que os meus desenhos eram péssimos. Eu tentei cantar no coral do colégio, mas ele disse que ir a pista de skate era mais divertido do que o teste para entrar para o coral do colégio.

A verdade estava bem na frente dos meus olhos, mas eu não enxergava. Não era ele. E por mais que eu tentasse, não seria ele. Aprendi a esperar o momento certo e jamais acreditar em amor a primeira vista, até porque as aparências realmente enganam, apesar de querermos acreditar que não. Os nossos olhos às vezes nos iludem, (preciso aprender isso) olhar mais com a razão e o coração. É a minha lição de casa nesse ano. Enquanto eu não aprender, continuarei estudando.

Música para ouvir enquanto lê o texto. Gabrielle Aplin - Home

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